Divisão de Colônias

24.03.2010 20:38

 

                                                                                   Divisão de Colônias

Para a divisão, retiram-se favos com cria velha (pupas e abelhas prestes a emergir), devendo-se usar, para isso, colônias fortes, com bastante cria. Se a colônia for de Melipona (mandaçaia, manduri, uruçú, jandaíra, tujuba, tiúba etc), não há necessidade de se preocupar com célula real. Porem se a colônia for de uma espécie de Trigonini (Jataí, Iraí, Mandaguari, Timirim, Mirim, Mirim preguiça, Moça-branca etc.), é necessário que, nos favos, exista uma ou mais células reais, de preferência prestes a emergir. (veja o item sobre determinação de casta e sexo)- Além dos favos, retiram-se, também, cerume e potes de alimento com mel e pólen das colméias que estão sendo divididas, tendo-se o cuidado de não danificá-los. Com esses elementos monta-se a nova colméia, tomando-se todos os cuidados indicados no próximo item (quando da explicação de como transferir colônias para caixas). A nova colméia deve receber abelhas jovens, reconhecidas pela sua cor clara e por não voarem.

Após a montagem da nova colônia, esta deve ser colocada no local onde se encontrava a antiga que deve ser transferida para outro lugar. Este cuidado visa suprir a nova colônia com abelhas campeiras. A nova colônia deve estar bem protegida contra o ataque de formigas, pois nesta fase o enxame ainda está desorganizado.

Na formação de uma nova colônia podem ser utilizados elementos de mais de uma colônia da mesma espécie, tomando-se cuidado para não misturar abelhas adultas de mais de uma colméia, pois elas se atacarão mutuamente e, conseqüentemente, muitas delas irão morrer.
A divisão de colônias deve ser realizada em época na qual as abelhas estejam trabalhando intensamente, e deve ser realizada pela manhã, em dia quente e só deve envolver colônias fortes nas quais existam bastante alimento e favos de cria.

A divisão de colônias só é recomendada em colônias fortes e em épocas de florada expressiva. Lembre-se: "Mais vale uma colônia forte que duas medianas". A forma de divisão vai depender de qual grupo (Melipona ou Trigona) pertence à espécie de abelha. Falaremos primeiro da divisão em Trigonas, já que estamos destacando a criação de Jataís.
a) Observar na área dos discos de favos se existem realeiras, células maiores (normalmente única) localizada na periferia do disco de favo. Estas realeiras, que aparecem temporariamente, são as únicas células que darão origem às rainhas. Se já existir uma rainha, poderão ser descartadas ou a colônia entrar em divisão espontânea. A divisão artificial é um método forçado;
b) Transferir o disco com realeira para uma nova caixa e mais 2 a 3 discos de outras colônias de coloração mais clara e de fundo escuro (favos de cria nascente). Arrumar estes discos, procurando estabelecer um pequeno espaço entre eles – o espaço abelha – basta colocar uma bolinha de cerume entre eles. Revestir todo o ninho com invólucro de cerume ou, caso não disponha, com lâmina de cera alveolada das abelhas melíferas;
c) Dividir entre as caixas os potes de alimento, lembrando-se de descartar os já perfurados e danificados, principalmente os de pólen. Potes rompidos de pólen servem de substrato ideal para a colocação de ovos de forídeos, mosquinhas brancas que na sua fase inicial são capazes de destruir um ninho em pouco tempo de ação;

d) Levar a colônia-mãe, que ficou com a rainha velha, para um local distante de 3 a 6 metros da colônia-filha e colocar a nova colônia em seu lugar. Desta forma, reforçamos a nova caixa com a chegada das campeiras que estavam trabalhando no campo.

II / A - Divisão em Trigonas (Jataí, Mirim, Cupira, Borá): divisão em trigonas passo a passo.


Divisão em Meliponas (Uruçu, Mandaçaia, Jandaíra)

Este grupo segue os mesmos passos que das Trigonas. A diferença está apenas nas realeiras, que este grupo não constrói. A diferenciação em rainha parece estar ligada a fatores genéticos, enquanto que em Trigonas também esteja relacionado com a questão alimentar das realeiras. Sendo assim, para obter uma nova rainha basta transferir discos de cria nascente para a caixa-filha, organizando um ninho com uns 3 discos. Desta maneira, certamente será possível dividir artificialmente a colônia deste grupo de abelhas.
A divisão pode ser factível ao fracasso. Antes de aventurar-se em fazer, o meliponicultor deve procurar ter boa prática no manejo de suas colônias além de conhecer sua biologia e organização social.
Em meliponicultura, tal qual em apicultura, podemos multiplicar os enxames, através da divisão das colônias, com isto promovendo o seu desenvolvimento.

A melhor época para a divisão é durante as grandes floradas, principalmente na primavera.
No universo das abelhas indígenas (nativas), principalmente na tribo dos Trigonini, elas constroem, geralmente, células reais na periferia dos favos. Citamos como exemplo: Abelha Jataí, Arapuá, Iraí, Mandaguarí etc. Logicamente sem uma realeira ou uma rainha não há condições de fazermos a divisão. Muitas vezes essas rainhas quando nascem, ficam reclusas em potes modificados chamados de células de aprisionamento cercadas por operárias. Normalmente as realeiras de que falamos medem aproximadamente 5mm de comprimento e 4mm de diâmetro (Células Reais).
Já nas abelhas de porte maior, como a Uruçu, Mandaçaia, Jandaíra, da tribo dos Meliponini elas não constroem realeiras, as rainhas nascem de células iguais as das operárias e vivem livres pela colônia e são facilmente reconhecidas; o que determina este fenômeno são fatores genéticos.
A primeira atenção que devemos ter para com a divisão de uma colônia é a presença ou não de células reais rainhas virgens (princesas) ou até mesmo com rainhas fecundadas (fisogástricas).
Pois bem, escolhemos um dia quente e claro e com ausência de ventos, que é ideal para verificarmos o ninho. Iniciamos o processo retirando a cera (invólucro) que envolve o ninho (crias), em seguida, como dissemos anteriormente, observamos se há realeiras ou mais de uma rainha. Se houver realeiras as encontraremos nos favos centrais, teremos alguma dificuldade no início, mas com dedicação e paciência conseguiremos. Encontrando a realeira, devemos retirá-la juntamente com o favo na qual ela se encontra. Em seguida, retiramos mais 4 (quatro) favinhos de cria (favos claros) colocando-os na caixa definitiva. Não devemos mexer nos favos escuros. Devemos colocar na caixa alguns potes de mel e pólen intactos. Não devemos colocar potes abertos ou com vazamento.
Descartar batume ressecados, aproveitar somente o batume em bom estado, tomar cuidado para não ferir os favos escuros e principalmente os potes de pólen para não receber o ataque de Forídeos (mosquitinho rápido) que pode dizimar totalmente as colônias, procurar não derramar mel que poderá afogar as abelhas.
Para concluir: Retiramos o canudo de cera da colméia (mãe) colocando-o na entrada da nova caixa (filha), em seguida levamos a colméia (mãe) à uma distância mínima de 50 metros. Como vimos, a nova caixa que ficará no local da caixa (mãe), passará a se chamar caixa (filha), onde se formará nova família com as abelhas esvoaçantes (campeiras) e em poucos dias nascerá a nova rainha e assim teremos uma nova colméia.
Observação: temos que ter o cuidado de colocar a caixa nova (filha) na mesma altura, direção, posição e local onde se encontrava a colméia (mãe) para não desnortear as campeiras.
Prática: Colméia (mãe) mudará de local e ficará com a rainha antiga, favos de crias novas, abelhas aderentes, pólen e mel. Colméia (filha) ficará com a rainha nova, ou realeiras, favos de crias nascentes, campeiras, pólen e mel.Quando da montagem dos favinhos na nova caixa (filha), colocamos entre um e outro, pequenas bolinhas de cera para que as abelhas possam transitar entre os mesmos.
Feito isso, fechamos a caixa (mãe) e vedamos todas as frestas com fita crepe, tapamos a entrada com tela de metal e transferimos a caixa à distância já mencionada, assim permanecendo por dois dias.
NOTA: Nas colônias da tribo meliponini, não devemos nos preocupar. A simples transferência de alguns favos maduros (crias nascentes) garante a presença de rainhas virgens na colônia (filha), geralmente uma média de 15%.
 

Processo de Multiplicação com Rainha

Entre este processo e o primeiro, existe pouca diferença, se a colméia (família) que foi aberta, tiver mais de uma rainha, que é bem possível, capturamos uma delas prendendo-a numa caixa de fósforos vazia, ou em um "Bob" de cabelo.
Tome cuidado de não tocar a rainha com as mãos, use um pedaço de cera.
Em seguida transferimos quatro favinhos de cria, alguns potes de mel e pólen (intactos) e parte do batume, tudo para a caixa nova (filha), soltamos a rainha na caixa e transferimos a colméia (mãe) à 50 metros de distância e mantemos com a caixa o mesmo procedimento do método anterior.  Feita a transferência vede ambas as caixas com fita crepe.

Enxameagem

A enxameagem é o processo pelo qual a colônia se reproduz e é um processo complexo que envolve uma rainha virgem e parte das operárias de sua corte. Algumas destas operárias deixam a colônia original e procuram um local adequado para construção de novo ninho. Ao encontrá-lo, sua localização é informada às demais abelhas do grupo, através do processo de comunicação, típico para cada espécie, e parte dessas operárias migram para esse local levando cerume, retirado da colônia original, e iniciam a construção do novo ninho. Inicialmente, todo o material utilizado (cerume, resina e alimento) é retirado do ninho materno. Quando o novo ninho está em condições de receber a nova colônia para ele migram a rainha e muitas operárias. O vínculo com a colméia materna se mantém ainda por algum tempo, durante o qual as operárias da nova colônia continuam freqüentando o ninho original e daí transportando para o novo ninho, alimento e cerume. Após a migração, a rainha da nova colônia realiza o vôo nupcial, durante o qual é fecundada e algum tempo depois inicia postura. (Nogueira-Neto, 1950; apud, Nogueira-Neto, 1970).
MODELO DE FICHA PARA REVISÃO

FICHA PARA REVISÃO n°:  MELIPONÁRIO:       DATA DA REVISÃO:RESPONSAVEL DADOS OBSERVADOS NA REVISÃO:COLMEIA NÚMERO:Diâmetro dos favos Número de favos Presença de rainha fecundada Presença de rainha virgem Presença de células reais Presença de células de aprisionamento Número de células em construção Número de potes de mel Número de potes de pólen Número de potes vazios Existência de depósitos de própolis Existência de depósito de cera Existência de parasitas Desgaste alar da rainha Ataque de Forídeos Outros


Divisão de colônias

Mario de Luna, explica que Junto ao processo de captura, o criador pode aumentar o número de caixas do seu meliponário através da divisão de colônias. A divisão de colônias só é recomendada em colônias fortes e em épocas de florada expressiva.

A forma de divisão vai depender de qual grupo (Melipona ou Trigona) pertence a espécie de abelha.
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1)Divisão em Trigonas (Jataí, Mirim, Cupira, Borá):
a) Observar na área dos favos se existem realeiras, que são favos maiores, localizados na extremidade dos discos e que darão origem a uma nova rainha;
b) Transferir o disco onde está a realeira e mais 2 a 3 favos de coloração mais clara e fundo escuro (cria nascente) para a colônia-filha (caixa vazia);
c) Dividir os potes de alimento entre as duas caixas de modo que nenhuma seja favorecida ou prejudicada;

d) Levar a colônia-mãe, que ficou com a rainha, para um local distante de 3 a 6 metros da colônia-filha. Desta forma, estaremos reforçando a nova caixa com a chegada das campeiras que estavam trabalhando durante a divisão.
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2) Divisão em Meliponas (Uruçu, Mandaçaia, Jandaíra,):
Este grupo de abelhas não fazem realeiras, sendo que as rainhas nascem de favos iguais aos das operárias. Portanto, o criador deverá simplesmente dividir a quantidade de favos entre as colônias, procurando colocar os mais velhos (mais brancos e com fundo escuro) na colônia-filha. No restante, a divisão segue os mesmos passos das Trigonas.


Revisão das caixas:

De tempo em tempo, o criador precisa fazer uma inspeção para ver como estão vivendo as abelhas. Esta inspeção ou revisão sempre deve ser feita em dias ensolarados e sem ventanias, nos horários mais frescos (de manhã de preferência). A duração desta tarefa não deve ser longa, já que a simples abertura das caixas causa um grande desconforto nas abelhas.

Durante a revisão devemos fazer algumas observações dentro e fora das caixas, tais como:


a) quantidade de favos de cria - caso a colônia apresente uma deficiência no número de discos, podemos reforçar este ninho com 1 a 2 favos de cria nascente (pronto para eclodir) de outras caixas.

b) excesso de invólucro - se este excesso estiver tomando muito o espaço do ninho, devemos retirar parte desta camada de cerume para que o número de favos de cria possam ter condições de aumentar.


c) quantidade de potes de alimento - em caso de pouca alimento na melgueira, o criador deve entrar com alimentação artificial, principalmente nas épocas de pouca florada. Em caso de disponibilidade de alimentos em outras colônias vizinhas, o criador pode transferir alguns potes, tomando sempre o cuidado de não levar junto abelhas dessas colônias.

d) abelhas mortas no chão - este pode ser um caso de doença ou presença de inimigos naturais. A colocação de isoladores permite segurança contra ataques de formigas. Devemos observar se existe algum tipo de parasita na colônia (ácaros, forídeos, nematóides) ou algum erro de localização da caixa (excesso de sol) ou de manejo. Não podemos esquecer que os pesticidas usados na agricultura são causadores de mortalidade nos insetos em geral.

Todas estas revisões devem ser anotadas pelo criador para que ele possa ter um bom controle sobre suas caixas. Isto vai ajuda-lo a identificar e resolver de forma mais rápida os problemas que venham por em risco a "saúde" do meliponário.


MELIPONICULTURA
A criação racional de abelhas sem ferrão pode, em muito, contribuir para a salvação das espécies, pois é uma atividade potencial de desenvolvimento sustentável já que adota formas de consumo, produção e reprodução que respeitam e salvaguardam os direitos humanos e a capacidade regeneradora da terra. Algumas idéias de W.E. Magnusson (1993), para o manejo da vida silvestre na Amazônia, aplicam-se às abelhas nativas.
Esse autor diz que o maior impedimento ao desenvolvimento do manejo da vida silvestre é a falta de pessoal qualificado. Portanto, para solucionar esse problema, desde 1981, estimulamos a idéia, no meio científico e de extensão universitária, de que antes de pôr nas mãos de um interessado uma colméia de meliponínio (abelha sem ferrão) é necessário que essa pessoa receba um treinamento a fim de ficar qualificado em:
a) transferir uma colônia de um tronco (usualmente morto há vários meses ou proveniente de um desmatamento) onde houvesse uma colônia de abelha, para uma colméia de volume e tipo adequados;
b) ensinar a manter, alimentar, combater o forídeo Pseudohypocera kerstezi, e evitar o saque por outras abelhas;
c) ensinar a dividir, especialmente usando o método de perturbação mínima;
d) colocá-lo em contato com outros meliponicultores a fim de aprender a promover a troca de rainhas.

MULTIPLICAÇÃO DE COLÔNIAS

WARWICK ESTEVAM KERR, GISLENE ALMEIDA CARVALHO, ALEXANDRE COLETTO DA SILVA e MARIA DA GLÓRIA PAIVA DE ASSIS, em Aspectos pouco mencionados da biodiversidade amazônica, dizem que atualmente, existem técnicas eficientes de multiplicação racional de colônias de meliponínios com o mínimo de perturbação (Kerr et al, 1996; Oliveira e Kerr, 2000), agrupadas basicamente em 6 métodos de divisão, que são:
a) Método de 2 ou 3 favos de cria – consiste em tomar 2 ou 3 favos de cria nascente da colônia-mãe e colocá-los numa colméia que será a colônia filha e também alguns potes de mel fechados. A colônia filha fica no lugar mãe para receber suas abelhas adultas (campeiras). A rainha fecundada permanece na colônia mãe.
b) Método 1 para 1 – este método se baseia em dividir a colônia mãe ao meio, ou seja, dividir os favos entre a colônia mãe e filha. Assim, metade dos favos, tanto velhos como novos, vão para a colônia filha e a outra metade permanecem na colônia mãe. A colônia filha troca de lugar com outra colônia qualquer para receber abelhas campeiras. A rainha fecundada permanece na colônia mãe.
c) Método de introdução de rainha fecundada – neste método duas colônias doam material para fazer uma colônia filha. Uma delas cede 2 ou 3 favos de cria e alguns potes de mel fechados e a outra doa a rainha fecundada e abelhas campeiras.
d) Método de cria total – nesse caso a colônia filha é formada com toda a estrutura da colônia mãe que apenas foi orfanada (doou sua rainha fecundada).
e) Método Fernando Oliveira – a colônia mãe doa metade dos favos de cria nascente para formar a colônia filha. No entanto, é necessário que a colônia mãe esteja alojada numa caixa modelo Fernando Oliveira. Nesse
caso, basta que a colônia mãe ceda parte da colônia (ninho ou sobreninho) para a colônia filha.
f) Método de Aidar (1996) – que retira abelhas recém-nascidas e as coloca na colônia filha com uma rainha jovem fecundada. Foi aprovado para Melipona quadrifasciata, mas necessita de estufa a 30oC e não deu bom resultado na Amazônia.
Outro ponto enfatizado por Magnusson (1993) é a não existência de mecanismos, pelos quais os conhecimentos locais possam ser integrados a um plano de manejo, que beneficie as comunidades locais e a conservação da natureza. Esse problema também tem sido abordado em diversos grupos de pesquisa e, no caso do INPA, optou-se pela criação de uma associação (ACAM - Associação de Criadores de Abelhas da Amazônia) que se reúne todo o primeiro sábado de cada mês, às 17 horas. Nessas reuniões há uma ou duas preleções de pesquisadores; discussões gerais, usualmente com apresentação de problemas e dúvidas e troca de rainhas entre os meliponicultores que tenham mais de 20 colônias.


Procedimentos
Adquirir uma caixa adequada para a criação de meliponas
Montar toda a estrutura necessária para o suporte dessa caixa na direção da colméia.
Fazer um furo na caixa com o diâmetro da mangueira a ser usada para fazer a ligação.
Colocar o furo feito na direção da saída da colméia, tirar o pito (tubo de cerume) com uma faca quente e fixá-lo na saída da caixa.
Ligar a colméia à caixa com a mangueira de forma que não sobre espaços para as abelhas saírem.

Enxameação
 Na época da enxameação, geralmente primavera e verão, algumas abelhas operárias procuram um novo lugar para se instalarem e começam a carregar material (própolis, cerume e até mel) da colméia mãe para a colméia filha. Depois de elaborada uma parte da nova estrutura, a nova rainha sai da colônia mãe acompanhada de operárias e vai para a colônia filha, onde é formada uma nova colméia.  O que se espera com este método é que o novo local escolhido seja a caixa.

Observações
Evitar a abertura da caixa na época da enxameação, pois há perigo de abortamento.
Abrigar bem a caixa do sol e da chuva.
Deixar a caixa e a saída da colméia o mais próximo possível, para que as abelhas não percorram um caminho muito longo.
Procure saber quais as plantas nativas da sua região as jataís (ou outras abelhas) visitam, e plante na área ao redor do meliponário. Além de ajudar as abelhas você estará contribuindo com a recuperação do meio ambiente de sua região.

Interior da caixa (nota-se o corredor de cerume feito pelas abelhas)    Entrada original

Divisão de trigonas para novatos

Quando se faz uma divisão, a gente usa os discos maduros, ou seja, os nascentes; aqueles em que já existe abelha pronta no interior do casulo.

Daí se apanha o disco INTEIRO, ou discos quando se quer levar mais de um.

Não devemos confundir Mandaçaia (melipona) com Jataí (trigona). Pois a primeira a princesa nasce de células iguais as das operárias e dos zangões, então basta colocar discos nascentes de outubro a janeiro, que é quase certo que terá princesa dentro deles.

Já as Jataí, mirins, tubuna e borá, PRECISA TER UMA CÉLULA REAL (intacta) para fazer um novo enxame.

Então se vc não colocou uma ou mais células reais (ovo de rainha), NÃO VAI TER ENXAME DE TRIGONAS!!!!

A menos que foi uma princesa junto sem que vc tivesse visto.

A postura
Depois de fazer o enxame, a gente aguarda que a princesa descasque, amadureça, seja incubada por machos e inicie a postura. Isso leva em torno de 30 dias. É só abrir o invólucro de cera e ver se já tem postura nova. Se tiver é porque tem rainha, não há a necessidade de ver a rainha, pois nem sempre ela está sobre a postura, e procurá-la e estresse desnecessário, mais cedo ou mais tarde vc vai vê-la quando abrir para alimentar a colônia.

Desastres nos servem para ensinar como não deve ser feito.
Respeite a natureza dos bichinhos que os resultados positivão surgirão. Caso contrário é fatal.

Entre nos grupos de discussão da Abena e BeeBr, e lance suas dúvidas, por certo outros criadores também irão lhe ajudar.

repetir a operação ?
É o seguinte: se não aparecer postura depois de 30 dias, vc tem de colocar outro(s)
discos de cria com um ovo de rainha, nem que tenha de pegar de outra caixa, tente descobrir criadores em sua cidade; se não conseguir me avise que lhe indico.As abelhas começam a formar outras espontaneamente..!?
As abelhas, não conseguem fazer uma célula real, dependem da rainha. Os meliponíneos são diferentes da Apis, tratá-las igualmente é um grande erro que muitos criadores cometem no início, e perdem colônias devido a esse equívoco.

Calma e paciência é o segredo para aprender com essa sociedade muito bem organizada. Atropelos e pressa são bons ingredientes para comprometer o sucesso de uma divisão.


Alguns fatores podem influenciar a situação dos ninhos; vou relacionar alguns:
- uma colônia velha, pode ter uma rainha velha, e de um ano para o outro ela diminuir a postura; então é bom não fazer a divisão e aguardar a substituição da rainha. Geralmente ninhos com muitas realeiras (em torno de 10) é bom observar a idade da rainha, se for escura e com as asas desgastadas é sinal de que já é velha e provavelmente vai entrar em processo de substituição.
- Quando vc faz enxame, às vezes deixa a cx nova no lugar da antiga (para apanhar operárias), então a cx mãe pode ser colocada em um local pior do que estava antes, logo, no ano seguinte, pode estar mais fraca do que no ano anterior.
- Enxames novos, tendem a ter um desenvolvimento gradual, no entanto alguns crescem muito rapidamente, e ao final de um ano ou menos, já não é fácil diferenciar a cx mãe da filha (por isso é bom ter um controle escrito).
Também há aqueles que tem um desenvolvimento lento, necessitando de novos discos de cria ou reforço de abelhas (isso pode ser devido a princesa que não é de boa genética, falta de zangões de outras famílias na redondeza, local impróprio ou algum outro fator que deve ser identificado).

Geralmente respeito o tempo de um ano entre uma divisão e a próxima, mas às vezes, a gente precisa de material para reforço em algum enxame novo ou fraco, então se retira o que está se precisando (pólen, mel, discos de cria, abelhas novas ou campeiras). Sempre tomando o cuidado para não enfraquecer muito o enxame doador.

O ideal é não usar sempre o mesmo material de uma só caixa, ou seja, se vc tem duas colméias, use as duas para fazer um enxame, e depois use as duas novamente para fazer o segundo enxame; assim vc troca material e favorece os novos enxames.

Mas veja bem, se não há realeiras como fazer um novo enxame??
Então, vc deve aguardar o momento certo de retirar as realeiras de que precisa, sendo que o ideal é pelo menos umas duas, pois se algo acontecer de errado com uma, a outra terá chance de formar o novo ninho.

Eu sugiro que faça da seguinte forma:
Abra uma caixa e veja se a postura está madura na parte superior do conjunto de discos.
Se estiver, verifique se tem realeiras, se tiver - jóia, é essa a caixa que doará os discos.
Então, assim vc usa somente esse material dessa caixa, e o restante vc pega da outra.
Daí quando vc abrir a outra caixa para pegar o pólen, mel e abelhas novas e campeiras, vc já olha os discos para saber como estão, se tiverem maduros e tiver realeiras, faça outro enxame invertendo as coisas. Se a rainha estiver pondo na parte superior, vc marca a data e abre novamente depois de uns 20 a 25 dias para verificar se há realeiras. Se não tiver vc espera o novo ciclo se completar e tenta novamente até conseguir.

Alimente sempre os enxames, mesmo que haja provisões, assim estimula postura contínua e terá as realeira que precisa.


Fiz uns testes com o passar do tempo e transcreverei parcialmente:

a) preparei 2 colméias - uma chamaremos de colméia A: irá para o lugar em que está o cortiço; e a outra, para uma posição que seja ótima (livre de sol direto e de formigas) - e que chamarei de colméia B.

b) abri o cortiço, retirei a cria. Esta é sempre dividida em duas partes: cria com alvéolos de cera (favos escuros) e cria com alvéolos em que as larvas acabaram o alimento, teceram os casulos e as operárias rasparam quase toda a cera, de modo que os favos estão claros. os favos claros têm desde alvéolos com pré-pupas até os que contêm cria nascente.
Coloquei na colméia A a cria escura com rainha - e pelo menos um favo que tenha cria nascente - sobre alguns rolinhos de cera de 1 cm, que fiz para dar à abelha espaço para inspecionar a parte de baixo do favo.
Coloquei na colméia B o restante da cria nascente e o máximo que pudermos das operárias que estão andando dentro da colméia, pois são as mais jovens. Coloquei também em cada colméia um copo banhado em cera com xarope vitaminado (emborcado num pratinho sobre um palitinho).
Todos os potes de mel e pólen são colocados num saco plástico, que é levado para uma geladeira.

c) As colméias são rapidamente fechadas, as frestas da tampa e quaisquer outras são cobertas por fita crepe, e as colméias colocadas em seus lugares.
Em poucos minutos as abelhas se acalmam. Na maioria das vezes, a colméia paralisa seu movimento campeiro completamente. Se isso acontecer, tampamos a entrada com um pequeno pedaço de cera de apis (cera moldada serve). Assim que se reorganizarem, abrirão a porta. Isso evitará a entrada de forídeos. forídeos são mosquinhas de andar rápido!

 

Duplicação Natural de Colônias
Um Método Alternativo de Propagar Abelhas Sem ferrão Australianas
Dr Anne Dollin - Centro de Pesquisa Australiano de Abelhas Nativas - Novembro de 2001 -
A duplicação de colméia é um método natural e alternativo de propagar abelhas sem ferrão nativas e que está ganhando muito apoio entre os apicultores australianos.
As abelhas sem ferrão australianas (gêneros Trigona e Austroplebeia) produzem ninhos novos de modo bastante diferente da maneira usada por abelhas comerciais de mel (Apis mellifera):
Nas abelhas de mel, a rainha madura (velha) de repente deixa o ninho original com um enxame enorme de abelhas operárias. Abelhas exploradoras localizam uma cavidade vazia adequada dentro de um local ôco ou em uma construção. Então o enxame inteiro se muda e começa a construir um ninho novo.
Nas abelhas sem ferrão nativas, as operárias gastam muitas semanas construindo um ninho novo gradualmente dentro de uma cavidade oca próxima. Então quando o ninho está quase acabado, ocorre a movimentação da rainha jovem, com algumas abelhas operárias para completar o ninho novo.
Em abelhas de mel, o apicultor pode começar uma colméia nova simplesmente pegando um enxame (inclusive as operárias e a rainha madura) e colocando-o em uma colméia vazia. Isto não se aplica com abelhas sem ferrão; assim os apicultores desenvolveram outros métodos de propagar colméias de abelha sem ferrão.
1) Métodos de Propagar Abelhas sem Ferrão:
O mais rápido e amplamente usado método consiste em fisicamente dividir a colméia em duas partes. Tal método está publicado detalhadamente na seguinte série "Keeping Australian Stingless Bees in a Log or Box; and Boxing and Splitting Hives". Veja no website do  HYPERLINK "http://www.zeta.org.au/%7Eanbrc/" \t "_blank" Aussie Bee para verificar os detalhes.
Porém, há um método alternativo de propagar abelhas sem ferrão nativas que está ficando crescentemente popular para muitos apicultores. Usando este método, as abelhas podem ser induzidas em uma colméia encaixotada a construírem uma colméia nova em uma caixa vazia acoplada. O método também pode ser usado para induzir abelhas sem ferrão que habitem uma cavidade de ninho natural em uma árvore grande ou em uma cavidade inacessível.
Este método foi mostrado primeiro a nós por Tom Carter, de Rockhampton. Nós chamamos esta técnica "Duplicação Natural de Colméias". Outro nome, proposto por John Klumpp, é o "Método Educativo". Dr Tim Heard diz que um processo semelhante de formação de ninho ocorre naturalmente em formigas e os cientistas o chamam de "Brotando".
Figura 1 - Rob Raabe de Queensland, fixou este ninho de tronco para a "Duplicação Natural" com uma caixa racional de abelha sem ferrão. Ele embrulhou o tubo de entrada (de cerume) firmemente com pano para manter a luz do lado de fora. A caixa de colméia tem uma cobertura de espuma para um aquecimento extra.
2) A Técnica de "Duplicação Natural de Colônias" :
A família a ser duplicada deve ser forte e ativa. Comece a técnica na primavera ou verão quando há bastantes flores disponíveis de forma que as abelhas possam produzir uma rainha nova e armazene provimentos (alimento) para a colméia nova.
Use uma caixa padrão vazia para abelhas sem ferrão (racional) com um buraco de entrada perfurado pelo painel dianteiro.
Perfure outro orifício de 20 mm furam na parte de trás da caixa nova. Então coloque a caixa da colméia nova bem perto da entrada do ninho original.
Use um tubo de plástico para conectar a entrada de ninho original ao buraco na parte anterior da caixa nova.
Todas as abelhas que deixam o ninho original devem ser forçadas (induzidas) a entrar e sair da caixa nova por seu buraco de entrada. Tome grande cuidado para lacrar todos os buracos entre o tubo, o ninho original e a caixa nova de forma que as abelhas não possam escapar do tubo sem passar pela caixa nova. Se o tubo é transparente cubra-o com pano não permitir a entrada da luz exterior. Em poucos meses as abelhas devem começar a construir um segundo ninho dentro da caixa nova. O ninho original ainda permanecerá em sua cavidade original.
Quando a colméia nova está bem estabelecida, a separamos do ninho original e movemos a mesma para uma localização nova. Se as abelhas estão relutantes a começar a construir o ninho novo, Tom Carter recomenda que um pedaço pequeno de favo de cria (aproximadamente duas camadas espessas do diâmetro de um pires pequeno) deve ser colocado na caixa nova. Estes "favos catalisadores" freqüentemente encorajarão as operárias, que por ali passam, a começar a construir.
Em Que Situações Devemos Trabalhar com a Duplicação Natural de Colônias?
Em nossas viagens de pesquisa, vimos este método de Duplicação Natural usado por muitos apicultores vitoriosamente. Les Felhaber, de Rockhampton, tinha uma Trigona hockingsi instalada em uma cavidade na base de uma casa. Ele estimulou vitoriosamente esta família para formar uma série de caixas com colônias novas. Rob Raabe, de Ipswich, nos mostrou um ninho de Trigona carbonaria em um tronco grosso que estava construindo um ninho novo em uma caixa fixa. Lee Byrnes tinha lacrado uma caixa de colméia vazia em cima de uma Trigona carbonaria instalada na cavidade de um tronco enorme e estimulando que as abelhas expusessem seu novo ninho na caixa nova. Semelhantemente, Alan Waters, de Ipswich, teve muito sucesso duplicando colméias de Austroplebeia australis, prendendo outras caixas na frente destas colméias. Alan tinha tido sucesso até mesmo ao produzir duas famílias novas simultaneamente prendendo duas caixas novas a um ninho original com um tubo em Y amoldado.
O "Método Convencional" de divisão para abelhas sem ferrão pode ser concluído em questão de minutos. A Duplicação Natural leva um tempo de mais duradouro. Porém, muitos apicultores preferem a Duplicação Natural porque é muito menos agressivo às abelhas e pode ser feito sem danificar o ninho original de qualquer maneira. A Duplicação natural também é um método excelente para se produzir uma colméia nova quando o apicultor não quer perturbar a cavidade do ninho original. Por exemplo, o ninho original pode estar dentro de uma árvore vivente magnífica ou em uma cavidade da casa inacessível.
Figura 2 - Duas colméias montadas por Alan Waters, de Ipswich, para a Duplicação Natural. Alan teve muito sucesso utilizando este método com as suas colméias de Austroplebeia.

3) Como a Duplicação de Natural Atua de Fato?
Para uma duplicação próspera, as abelhas do ninho original precisam reconhecer a caixa nova acoplada como um local de ninho separado. Elas têm que prover a caixa nova então com potes de alimento e começar a construir as camadas de favos de cria. Finalmente, o ninho original precisa produzir uma rainha nova que se iniciará p processo de ovoposição na caixa nova.
A técnica de Tom Carter de introduzir duas camadas "favos catalisadores" pode ajudar o ninho para começar a construir favos de cria na caixa nova. Porém, a parte mais crítica deste processo é a produção da rainha nova. Na primavera e verão os discos de favos de cria do ninho original podem ter uma ou mais células de rainha (realeiras) contendo uma abelha-rainha em desenvolvimento. Alternativamente pode haver uma ou mais rainhas virgens jovens no ninho original. Em quaisquer dos casos, zangões serão necessários para acasalar com a rainha jovem antes que ela possa levar os deveres dela como uma rainha fecundada instalando-se na colméia nova.
Figura 3 - Lee Byrnes, de Brisbane, lacrou uma caixa padrão de abelha sem ferrão diretamente sobre a cavidade de uma seção de tronco contendo um ninho de sem ferrão abelhas. Lee estimulou as abelhas a construírem um novo ninho por um buraco na base desta caixa. Podem ser vistos dois alimentadores amarelos de mel, feitos das tampas de plástico de garrafas de leite, na frente da caixa de Lee.John Klumpp, de Brisbane, tem feito algumas observações fascinantes no processo de duplicação de colônias. Ele manteve registros de eventos-chaves que documentam como ele duplicou duas colméias diferentes em 2000. Em cada caso havia um enxame de zangão associado com a colméia nova, aproximadamente 2 a 3 semanas após o processo ter se iniciado. Aproximadamente duas semanas após isto, as primeiras células de favos eram notáveis dentro de cada colônia nova. Em seguida, cada colônia produziu um número considerável de operárias. Finalmente, para o encerramento do processo de duplicação, ambas as colônias produziram outro enxame de zangões.
Este processo observado por John trata-se de um evento típico que ocorre durante a duplicação da colônia? John continuará registrando suas observações, descrevendo como ele duplica colônias, para no futuro descobrir a resposta. Se outros apicultores gostassem de manter registros de suas duplicações de modo semelhante, nós seríamos privilegiados para ouvir falar de suas observações.

Figura 4 - Uma rainha fisiogástrica (já em processo de ovoposição) tem um abdômen muito inchado.
4) Algumas Perguntas Interessantes para um Atento Observador :
(1) sempre há uma agregação de zangões antes à construção das primeiras células de cria na colônia nova? Isto deve ocorrer quando a rainha-virgem é acasalada !
(2) sempre há uma segunda concentração de zangões?
(3) quando uma rainha é vista primeiro sobre os favos de cria na colônia nova? Uma área de cria recentemente construída normalmente tem pouco invólucro recobrindo-a, estrutura que normalmente dificulta a observação dos favos de cria. Assim pode ser possível ver os primeiros ovos sendo postos nas novas células de cria.
(4) uma rainha-virgem, recentemente acasalada, é quem deposita estes primeiros ovos? (uma rainha nova tem um longo e esbelto abdômen) Alternativamente é possível que a rainha-madura do ninho original possa visitar a colméia nova para depositar estes primeiros ovos? (uma rainha madura velha tem um abdômen longo, muito inchado, clareado, cheio de ovos.)
Enquanto muitos detalhes, relacionados a esta técnica, ainda não são conhecidos, a "Duplicação Natural" provou ser um método efetivo e simples, incentivado por muitos apicultores.
É uma técnica amena, que causa pequeno distúrbio para o ninho original. Foi vitoriosamente utilizado com pelo menos três espécie de abelhas sem ferrão australianas. Finalmente, é um método ideal por condicionar as abelhas sem ferrão de cavidades em árvores viventes ou em edifícios. Um ninho forte pode ser duplicado repetidamente, ano depois de ano, sem dano para o ninho original.
A "Duplicação Natural" é uma valiosa técnica para o criador australiano de abelhas nativas sem ferrão.

Fórmula cálculo células de cria:
 
3,14 x (D/2)² / C²
 
D = diâmetro do disco
C = diâmetro da célula de cria
 
Isso serve para qualquer espécie, mas com discos bem circulares. Em média um disco de mandaçaia de 5cm tem 80 células e um de 10cm tem em torno de 300 a 320.
um de jataí com 8cm tem 1.200 !!!!
 
se tiveres discos com 100 mm de diâmetro, em tese terás o dobro da população do que
com o mesmo numero de discos com 50 mm.
Neste caso, a população será 4 vezes maior, como o amigo disse, em tese...
Grande abraço,

 

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Meliponicultura

Meliponicultura

24.03.2010 08:26
  Criação de Abelhas   Você pode conseguir as abelhas para iniciar sua criação de três diferentes maneiras; comprando colônias de meliponicultores comerciais, capturando colméias em estado natural ou atraindo famílias em enxameação para caixas - armadilhas ou caixas -...

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Cera

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                    HISTÓRIA   Inicialmente Wilhelm Michler em 1768 propos a Sociedade de Apicultura Alemã que a cera era produzida pelos anéis do corpo, porém foi contestado por Reamur, que afirmava que...

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Mel

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  Mel colhido em colméias de Abelhas Nativas Sem Ferrão, artesanal, orgânico, Puro e com responsabilidade socialista e ambientalista, produzidoPropriamente dito no Nordeste do Brasil,mais precisamente na cidade de Assu e totalmente desconhecido no mercado internacional. Seu...

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Pólen

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PÓLEN DAS ABELHAS - PURO E DESIDRATADO     O pólen das abelhas, nada mais é do que a semente masculina da flor, que foi colhida pelas abelhas e a elas adicionadas alguns elementos especiais. A abelha coleta o pólen e mistura a ele seu próprio enzima digestivo.   O pólen das abelhas...

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CRIAÇÃO DE ABELHAS NATIVAS

 

A criação racional das abelhas da tribo meliponini e da tribo trigonini é denominada de meliponicultura. Conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão ou abelhas nativas ou indígenas, essas abelhas possuem ferrão atrofiado, não conseguindo utilizá-lo como forma de defesa. Algumas espécies são pouco agressivas, adaptam-se bem a colméias racionais e ao manejo e produzem um mel saboroso e apreciado. Além do mel, essas abelhas podem fornecer, para exploração comercial, pólen, cerume, geoprópolis e os próprios enxames. Outras formas de exploração são: educação ambiental, turismo ecológico e paisagismo.

 

A polinização é outro produto importante fornecido pelos meliponideos. Uma vez que não possuem o ferrão, as abelhas nativas podem ser usadas com segurança na polinização de espécies vegetais cultivadas no ambiente fechado da casa de vegetação. Além disso, algumas culturas, como o pimentão, necessitam que, durante a coleta de alimento, a abelha exerça movimentos vibratórios em cima da flor para liberação do pólen. Esse comportamento vibratório é típico de algumas espécies de abelhas nativas, mas não é observado na abelha africanizada (Apis mellifera), que não consegue ser um agente polinizador eficiente dessas culturas.

 

 

No Brasil são conhecidas mais de 400 espécies de abelhas sem ferrão que apresentam grande heterogeneidade na cor, tamanho, forma, hábitos de nidificação e população dos ninhos. Algumas se adaptam ao manejo, outras não. Embora vantajosa, a criação racional dessas abelhas é dificultada pela escassez de informações biológicas e zootécnicas, pois muitas sequer foram identificadas ao nível de espécie.

 

Devido a essa diversidade, é fundamental realizar pesquisas sobre comportamento e reprodução específicas para cada espécie; adaptar técnicas de manejo e equipamentos; analisar e caracterizar os produtos fornecidos e estudar formas de conservação do mel que, por conter mais umidade do que o mel de Apis mellifera, pode fermentar com mais facilidade. A alta cotação do preço do mel das abelhas nativas no mercado, que em média varia de R$ 15,00 a 50,00 cada litro, aliada ao baixo investimento inicial e a facilidade em manter essas abelhas próximo das residências, tem estimulado novos criadores a iniciarem nessa atividade.

 

Entretanto, muitos produtores em busca de enxames para povoarem os meliponários, acabam atuando como verdadeiros predadores, derrubando árvores para retirada das colônias, que, muitas vezes, acabam morrendo devido a falta de cuidado durante o translado e ao manejo inadequado.

 

 

Outra causa da morte das colônias é a criação de espécies não adaptadas à sua região natural. É relativamente comum que produtores iniciantes ou experientes das regiões Sul e Sudeste do Brasil queiram criar abelhas nativas adaptadas às regiões Norte e Nordeste, e vice-versa. A falta de adaptação dessas abelhas às condições ambientais da região em que são colocadas acabam por matar as colônias, podendo contribuir para a extinção das mesmas.

 

A quantidade de colônias nos meliponários também é um fator crucial para preservação das espécies. Várias pesquisas indicam que, quando a espécie criada não ocorre naturalmente na região do meliponário, são necessários pelo menos 40 colônias para garantir uma quantidade de alelos sexuais e evitar que os acasalamentos consangüíneos provoquem a morte das mesmas em 15 gerações. Embora somente três espécies de abelhas estejam na lista de animais em risco de extinção do Ibama (Exomalopsis (Phanomalopsis) atlantica; Melipona capixaba e Xylocopa (Diaxylocopa) truxali), e dessas somente a Melipona capixaba é social, sabe-se que nas reservas florestais a quantidade de ninhos de abelhas sem ferrão vem se reduzindo ano a ano.

 

A extinção dessas espécies causará um problema ecológico de enormes proporções, uma vez que as mesmas são responsáveis, dependendo do bioma, pela polinização de 80 a 90% das plantas nativas no Brasil. Assim, o desaparecimento das abelhas causaria a extinção de boa parte da flora brasileira e de toda a fauna que dependa dessas espécies vegetais para alimentação ou nidificação. Conscientes do problema, o governo brasileiro, por meio do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) publicou no Diário Oficial da União em 17 de agosto de 2004 a RESOLUÇÃO Nº 346 DE 06 DE JULHO DE 2004, que disciplina a utilização de abelhas silvestres nativas, bem como a implementação do meliponário.

 

Contudo, sabe-se que somente a criação de uma legislação normativa não é suficiente para preservação de espécies da fauna e flora nativa. É necessário, também, um programa informativo visando a capacitação e sensibilização para que os produtores não só sejam conscientizados, mas também sejam capazes de mobilizar e informar aos seus vizinhos sobre o problema. Resta, assim, fazer um apelo não só aos governos nos níveis federais, estaduais e municipais, mas também à sociedade como um todo para que se comece a divulgar os problemas acarretados pela retirada indiscriminada dessas abelhas da mata. A criação dos meliponídeos deve ser realizada com responsabilidade para evitar a extinção das abelhas e, a médio e longo prazo, a extinção da flora e fauna que dependem direta ou indiretamente desse importante agente polinizador.